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Dia 13/11 (sábado) – Epcot – Future World

De manhã a mãe já bateu na porta conjugada do nosso quarto (nosso despertador). Acordamos e fomos tomar nosso primeiro café da manhã no Pop, que tem o melhor restaurante Quick Service da Disney! O restaurante parece uma pequena praça de alimentação de shopping. São 5 baias com opções diferentes de comidas (uma com doces e sorvete, duas com comida americana, uma com pizza e massas e uma com comida oriental). Os restaurantes têm um cardápio das seis às onze da manhã (que é o cardápio de Breakfast) e outro das onze à meia noite. Cada baia tem um display eletrônico no alto, com fotos dos pratos. Além disso, bem no centro tem algumas geladeiras e expositores de doces e cereais, num estilo mini mercado. Nas geladeiras tem todo tipo de bebida, iogurte e frutas (potinhos com uvas lavadas, maçãs cortadinhas, mix de frutas em pedaços que variam de $ 1,29 a 3,99) e fatias de pão (duas fatias saem $ 0,69). A gente só passa no caixa no final. Na frente tem três ilhas grandes com várias bebidas Self Service (café, creme, chá, refrigerante, suco, água, gelo, chocolate quente), temperos, manteiga, geléia, mel, condimentos, maionese (tudo isso é gratuito, inclusive as bebidas para quem tem a caneca refil).  Também tem micro-ondas, pia para lavar as canecas, com guardanapo para secar e torradeiras. Depois de pegar tudo seguimos para as mesas, que ficam atrás e dos lados das ilhas. Num canto tem algumas mesinhas e cadeirinhas infantis coloridas, na frente de uma TV enorme que fica no canal da Disney (claro). 

Quando chegamos no restaurante a Ellerim foi direto pras cadeirinhas coloridas, e eu e o Mauro resolvemos fazer a experiência de deixá-la sozinha pela primeira vez na vida. Então, falamos pra ela não sair dali (ela costuma ser um pouco obediente), e fomos comprar a comida (na verdade não foi tão fácil assim, eu voltei algumas vezes para olhar de longe, me senti o Marlin, o pai do Nemo…). Mas foi bom, fizemos isso todos os dias até o final da viagem. Comemos panquecas (o Mauro experimentou um mel, tipo Karo, que achou horrível, eu fiquei na manteiga, que é bem gostosa, mas parece mais um creme aerado). Junto com as panquecas vem um hambúrguer pequeno que eles chamam de sausage, e que tem um gosto muito forte (arrrgg). E, claro, bacon (esse eu gosto… infelizmente). E ainda tem a sobremesa, que sempre vem junto, e pegamos um doce de maçã. Pegamos sucrilhos pra Ellerim, e suco de laranja (ela adora suco de laranja, mas o da Disney ela achou bem ruinzinho, meio azedo). E o café, que delícia, com aquele creme half and half na caneca Mug… hummmm era a melhor parte do café da manhã. A caneca agora é vermelha, e as tampas a gente escolhe entre amarelo, preto e vermelho (a gente tinha uma de cada cor). 


Eu fiquei tanto tempo em casa olhando as fotos e sonhando com aquele restaurante que nem parecia verdade que eu estava ali… esse restaurante é um dos pontos altos da viagem pra mim. Na saída paramos na lojinha do hotel, e fui ver como funcionavam os tais dos Gift Cards. São cartões, como cartão de crédito, com vários temas da Disney. A gente abastece o cartão com quanto dinheiro quiser, e serve como cartão de crédito em qualquer loja ou restaurante da Disney. Antes de abastecido eles não têm valor nenhum, e ficam expostos nos caixas das lojas. Comprei um cartão pra Ellerim, coloquei $ 50 e disse pra ela que os brinquedos que ela quisesse comprar ela teria que pagar com o cartão. Ela entendeu muito bem o conceito, e AMOU, ficou toda boba com o cartão, e fazia questão de ela mesma entregar o produto e o cartão no caixa (inclusive foi assim que descobri que tenho uma filha pão dura). Depois do café fomos passear pelo hotel, na parte do lago, porque na última viagem não conseguimos conhecer esta parte. Vimos então o hotel do outro lado do lago, com os primeiros anos do século. Vimos máquinas trabalhando na parte do Lobby, mas os prédios dos quartos estavam abandonados. Espero realmente que eles terminem, pois será muito legal (e a Disney está precisando mesmo de mais quartos econômicos). 


Estávamos só nós três, porque a mãe e a Rô foram cedo pro Epcot. Saímos do hotel mais ou menos onze horas, e já pegamos um ônibus para o Magic Kingdom (entre o Magic Kingdom e o Epcot tem monorail, então, tanto faz qual ônibus você pega). Como era o primeiro dia eu queria já dar uma olhadinha no castelo, nem que fosse só de longe… Os ônibus da Disney deixam os passageiros bem na frente do parque (diferente de quem vai de carro, que chega no estacionamento que fica no Centro de Transportes, e dali precisa pegar o monorail ou o barco para chegar no parque). Chegamos lá e deu uma vontade incrível de entrar… mas fomos procurar o monorail para o Epcot. Eu achava que tinha um monorail direto entre MK e Epcot, mas na verdade o monorail é entre o MK e o Centro de Transporte, e de lá tem outro direto para o Epcot. Então são 3 linhas, uma entre o Centro de Transportes e o MK (que passa dentro do Contemporary), uma entre o Epcot e o Centro de Transportes e ainda uma que para nos hotéis (Polynesian, Grand Floridian e Contemporary), no Centro de Transporte e no MK. Eu queria experimentar todas, mas nesse dia pegamos o monorail direto para o Centro de Transportes e lá pegamos o direto para o Epcot. E o bom é que não precisamos fechar o carrinho da Ellerim! Esse passeio de monorail para o Epcot é muito lindo, porque passa dentro do parque e dá a volta na bola! É muito legal mesmo. Assim que chegamos resolvemos tirar fotos, pois o dia tava perfeito. Estava bem quente pela primeira vez em dias, o céu azul claro com algumas poucas nuvens brancas, parecia desenhado. Aquelas fontes por todos os lados, pequenos lagos, flores, árvores, um ventinho… não tinha como ser mais perfeito. Tiramos uma foto mais linda do que a outra, com rosas por todos os lados. 


A Ellerim percebeu sozinha que tinha uma fonte que a água subia em vez de descer (olha mãe, o rio tá ao contrário). E vimos um show de águas dançantes naquela fonte grande na frente da bola.


Pensamos então em ir para o World Showcase para aproveitar o festival de comida e vinho. Mas as coisas não funcionaram bem como a gente imaginava (pra variar). Tudo tinha muita fila, e as pessoas se esbarravam pra todo lado, cheiro de comida e fritura por tudo. Mas tudo bem. O pior não foi isso. A gente ficou tentando imaginar a logística do negócio… um teria que carregar o carrinho da Ellerim, o outro carregaria a comida, mas não tem bandeja, então daria para segurar um prato com cada mão… e as bebidas? E comer onde, se não tem cadeiras, só umas mesinhas altas? Ficamos olhando e vimos que definitivamente não ia rolar. Eu tinha muito expectativa pelo festival, pois seria minha primeira vez, mas descobri que não é um programa para fazer com crianças pequenas. Com certeza teria curtido muito se estivesse sozinha com o Mauro, mas não deu. E o parque fica bem mais cheio por causa do evento. Como já era meio dia e eu tava numa baita indecisão, liguei pra mãe pelo walk talk, e tentei combinar de ir almoçar no The Land, mas não foi fácil… a mãe “ainda” tava aprendendo a usar o walk talk, e cada vez que ela queria falar ela apertava no botão da campainha antes de apertar no botão de falar, e daí quando ela falava a campainha ainda tava tocando… e ela ainda ficava indignada que eu não conseguia ouvir, dizia que o aparelho era muito ruim… Ela não entendia o que era o The Land e eu ficava falando “no Soarin, Soarin”, e ela dizia “já fui, já fui”, mas finalmente ela captou a mensagem, e nos encontramos no The Land pra almoçar. 


Essa atração é legal, porque tem um monte de coisas junto, tem refeição com personagens, restaurantes diversos, atrações legais como o Soaring, bons banheiros, tudo num lugar só. O Mauro foi sentar com a Ellerim, e eu peguei comida para cada um em lugares diferentes. Tudo do plano de refeição (eu sempre pego a comida, porque não tenho muita paciência de ficar sentada esperando). Para mim e o Mauro peguei 1 refrigerante e 1 café (porque aqueles copos deles são gigantes, e como quase não pego gelo, é refri que não acaba mais, então a gente sempre dividia). E a refeição vem sempre com sobremesa (que perdição). A gente pegava uma fruta e um doce, para comer com o café. Almoçamos com a família reunida, mas tivemos que trocar umas 3 vezes de mesa porque a mãe ficava reclamando que estava sempre embaixo do ar condicionado (claro, tinha ar condicionado em todo lugar). Mas em defesa dela eu tenho que dizer que na Disney eles não têm a mínima noção em relação a ar condicionado. Eles são loucos, colocam o ar no máximo, de gelar os ossos. A gente fica naquele calorzão, e de repente entra na geladeira, é uma loucura. E a gente vê aqueles americanos com os bebezinhos só com fralda e uma camisetinha naquele ar congelante… nossa, é um contraste muito grande de temperatura. Eu ficava congelada nos restaurantes, e sempre tinha uma blusinha pra Ellerim. A mãe e a Rô já tinham feito praticamente tudo no parque, e eu e o Mauro mal tínhamos começado, então acabamos nos separando de novo. Fomos no Living With The Land, que o Mauro não conhecia, e achamos lindo. Esta atração foi reformada, e está muito legal para crianças pequenas e para quem gosta desses passeios (acho que para adolescentes deve ser uma chatice). Passamos por aquela parte com dinossauros, muito legal, pela fazendinha, e depois pelas plantações, tudo muito claro com areia branca e água, e umas frutas e legumes enormes, e tanques de peixes. 


É um passeio de barquinho educativo. O Mauro e a Ellerim adoraram. Fomos então para o Figment, que é bem fofinho (lembro da minha primeira viagem), e o melhor é que não tem fila. Na lojinha da saída tentei comprar um Figment grande pra Ellerim, mas ela não quis presente, e escolheu o menor de todos e comprou com o cartão dela. Seguimos para o Nemo, que eu acho uma atração muito linda. A fila já é tematizada, aquele clima de praia, a gente vê o barco de baixo, e é bem rápido porque os carrinhos são contínuos (acho o máximo isso de carrinhos contínuos). 


O desenho projetado no aquário é um barato. E no final chegamos naquela parte super interativa. Tem parquinho com atividades, aquários, show com o Crush. Adoro essa atração. Mas sair de lá não foi fácil. Olha, eu e o Mauro adoramos aquários grandes, mas a Ellerim ganha de nós dois juntos. 


Não tinha jeito de convencer ela a ir embora… ela ficou grudada na frente dos aquários e não queria sair, dançava, fazia pose pra foto, olhava… mas acabei convencendo ela com o picolé do Mickey (ela sempre via nas fotos da última viagem, e vivia dizendo que queria comer na Disney). E logo na saída do brinquedo já encontramos um carrinho vendendo o sorvete (mais snacks, hummmm). Esse picolé é maravilhoso, não existe nada igual. Hoje em dia a gente pode comer à vontade, mas nas minhas primeiras viagens (quando tudo era muito caro, o dinheiro era contadinho e não existia cartão de crédito internacional) a gente podia comer só uns quatro a viagem inteira… nossa, era um acontecimento! 


Fomos então pra lojinha da coca cola, que tem refris de vários lugares do mundo, e é bem legal provar de graça todos aqueles sabores de refrigerante. Mas a loja estava lotada, e o chão, o que é aquilo? Parecia que eu tinha ventosas nos pés, de tão grudento… que agonia andar ali, a gente ía andando e cada passo tinha que desgrudar o pé do chão. Como estávamos por ali já fomos no Innoventions West Side. Vimos uma filinha e entramos, e era um jogo para as crianças sobre educação financeira. Ganhamos um porquinho grande e pesado, tipo um cofrinho, e íamos seguindo etapa por etapa brincando, tudo com legenda em português. Em cada etapa e gente colocava o porquinho em um compartimento (sempre diferente), jogava, acumulava dinheiro no porquinho e seguia para o próximo. Bem divertido mesmo. Continuamos passeando pelas outras atrações até o final, onde tem um caminhão de bombeiros bem legal. 

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