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Estação da Memória – Joinville/SC

ensaio2017-102Um dos nossos lugares prediletos para tirar fotos em Joinville, além da Rua das Palmeiras e do  Museu de Imigração e Colonização, é a Estação da Memória, ou a antiga Estação Ferroviária de Joinville.

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Validando Bilhetes de transporte na Itália!

Máquina para Validar Tickets, esta em Veneza Mestre

Máquina amarelapara Validar Tickets encontrada nas estações, esta em Veneza Mestre

Muita gente não sabe desta dica, então é bom ficar esperto. Se você pretende usar transporte público na Itália (trens locais, metrô e ônibus) você é obrigado a validar o seu bilhete antes de entrar no transporte.

Validar é muito fácil. É só colocar o ticket nas maquininhas, assim que encostar no fundo a máquina imprime os dados no ticket.

Na Itália os bilhetes de transporte público possuem validade após a validação. Mas ninguém pergunta para você se o bilhete está validado antes de você entrar. Então é você mesmo que tem que lembrar e fazer a validação em uma das maquininhas amarelas iguais a esta da foto acima. Nos ônibus tem uma maquininha já na entrada.

Ticket validado (em cima com a data e hora)

Ticket validado (em cima com a data e hora)

Se você esquecer de validar a multa vai de 50 a 200 Euros. Não vale à pena arriscar, até porque tem muita fiscalização. O fiscal então fura o seu bilhete depois de conferir.

Você pode comprar os bilhetes nas estações de trem-metrô (algumas estações tem só máquinas), em Giornali ou nas lojinhas que eles chamam de tabacchi (aquelas que tem um “T”). Eu achei bem mais fácil comprar nessas lojinhas do que nas estações.

Máquinas para venda de tickets

Máquinas para venda de tickets

Indicação das Tabacchi que vendem tickets

Indicação das Tabacchi que vendem tickets

Viajando de Trem Pelos Estados Unidos! Uma Aventura Diferente!

Linha Amtrak de New York a New Orleans
Queridos amigos. Queremos compartilhar com vocês uma aventura diferente e muito legal que fizemos este ano. Depois de muito passear de carro pelos Estados Unidos, resolvemos experimentar como seria fazer esta viagem de trem!
Muitos fazem a Europa de trem, mas é mais raro vermos o pessoal passeando de trem pelos Estados Unidos, então não fazíamos ideia do que esperar.
Primeiro de tudo precisamos escolher o trajeto. Visitamos então o site da Amtrak (clique aqui) para analisar os trajetos e preços, e são muitas as opções.
Nosso ponto de partida era Washington, mas queríamos muito conhecer a Philadelphia. Então, acabamos optando por fazer uma viagem curta de Washington até a Philadelphia (1h50m), e dois dias depois fazer uma viagem longa, da Philadelphia até Atlanta (16 horas de viagem). A linha que escolhemos faz o trajeto completo de New York a New Orleans, com várias paradas.
O preço do trajeto Washington (Union Station, DC – WAS) até a Philadelphia (30th Street Station, PA -PHL) sai de US$ 35,00 (preço que pagamos) a US$ 105 (trem expresso), dependendo da data e do tipo de viagem, mais longa ou mais curta e o tipo de assento.Você compra tudo pela internet, e recebe o e-ticket com o código eletrônico para viajar, bem prático.
Esperando a partida do trem para a Philadelphia
Como este primeiro trajeto era curto, resolvemos não pegar cabine nem primeira classe, afinal são menos de duas horas.
Nós estávamos com poucas malas (deixamos para comprar as malas grandes apenas em Atlanta porque já sabíamos que não poderíamos entrar com malas muito grandes no trem).
A estação tem os mesmos monitores que existem nos aeroportos, com o número do trem, número do portão de embarque e hora do embarque, tudo muito fácil.
Você precisa chegar um pouco antes do horário para fazer o embarque, pois os trilhos normalmente são no andar de baixo da estação. Aproximadamente 20 minutos antes é feito o embarque, e ficamos esperando na frente do trilho.
O trem chega e pára muito rápido, apenas o tempo necessário para embarcarmos, e sai exatamente no horário!
Vídeo mostrando nosso vagão

Como tudo era novo, o passeio passou muito rápido. Primeiro ficamos verificando tudo que tinha na cabine, e testamos o wi-fi, que funcionou perfeitamente e sem senha. E cada poltrona tem a sua tomada para os aparelhos eletrônicos. Os assentos são muito mais confortáveis do que no avião, e as estações são no centro das cidades (nesta linha o trem também passa nos aeroportos e outras cidades no caminho).
Nosso vagão no trem Amtrak de Washigton a Philadelphia
Tivemos sorte porque o trem estava praticamente vazio, e pudemos tirar várias fotos e olhar tudo. E também, como estava vazio, não tivemos problemas com as malas.
No final de cada vagão há banheiros, parecidos com os de avião.
Nosso vagão, praticamente vazio
 
Nós dois nas nossas poltronas a caminho da Philadelphia
Mauro indo para o vagão restaurante
Depois de meia hora resolvemos comer um lanche para conhecer o vagão restaurante. É uma lanchonete bem prática, com opções de salgadinhos, sanduíches e cachorro quente. Você pode comer na sua poltrona, que tem uma mesinha, ou no vagão restaurante, em mesas mais confortáveis.
Vídeo mostrando como chegar ao vagão restaurante

Nosso lanche no trem

Adoramos a experiência, e achamos que valeu muito à pena, tanto pelo preço e pelo tempo, como pela facilidade de chegar diretamente no centro da cidade, e não precisar chegar tanto tempo antes quanto num aeroporto, além do conforto.

Dois dias depois voltamos à estação da Philadelphia (30th Street Station, PA – PHL) para nossa segunda aventura.Cada passagem só de ida saiu US$ 124,00, e a cabine (quarto) saiu US$ 283,00 para os dois. Por US$ 589,00 tem um quarto maior, com chuveiro, mas achamos muito caro. No preço dos quartos está incluída a janta e o café da manhã no vagão restaurante.
Entrada da Estação na Philadelphia
 
A  chegada na estação foi um pouco tumultuada, mas ainda bem que o serviço da Amtrak é ótimo.
Assim que chegamos vi alguns homens com carrinho oferecendo ajuda com as malas, e perguntei quanto custava, e eles disseram que era de graça (não cobravam nem gorjeta). Eles levaram nossas malas para o check in (sim, tem que despachar as malas nas viagens longas quando ficamos em cabines, porque na cabine só cabem duas malas de mão).
Eu tinha verificado o tamanho permitido de mala, então compramos mais duas malas grandes na Philadelphia. o Problema é que o peso máximo é de 50 pounds, e nossas malas estavam com 68 cada. fiquei desesperada, mas o homem começou a explicar que poderíamos comprar uma caixa por US$ 5,00 para colocar o excesso, e despachar de graça já que cada um poderia despachar duas malas. Mas enquanto eu tentava comprar a tal da caixa o Mauro perguntou o que estava acontecendo, e quando eu expliquei ele perguntou por que a gente não podia só tirar uma mala que a gente tinha dentro da outra, e encher a mala vazia… dããã, eu tinha esquecido que tinha uma mala dentro de outra.
Então, quando a gente ia fazer isso o Mauro levou um susto danado… sabe quando a pessoa começa a procurar alguma coisas desesperada e não encontra. Pois então, ele percebeu que esqueceu todo o dinheiro e os passaportes no hotel! Sério!
Gente, esse homem ainda vai me matar. Eu comecei a ofegar, e tentei me acalmar para ver quanto tempo faltava para o trem sair, e faltavam 55 minutos. Eu levaria 20 minutos para ir até o hotel, mais vinte minutos para voltar, se tudo desse certo. Falei para o Mauro: dá um jeito de resolver o negócio das malas e NÃO SAI DAQUI e apontei o dedo certinho para o lugar de onde ele não podia sair (afinal, ele estava sem celular).
Saí correndo da estação e peguei um taxi para o hotel, e já fui telefonando. A camareira já tinha achado a cartucheira dele (ainda bem que a gente tinha deixado uma boa gorjeta no quarto).
Foram exatamente 20 minutos para chegar por causa do trânsito. Mas quando cheguei tive que subir até o vigésimo andar para pegar as coisas, e isso demorou uns 5 minutos. Voltei correndo para o taxi, e  a volta foi um pouco melhor, 15 minutos.
Quando entrei na estação o Mauro estava sentado bem no primeiro banco (ele teve coragem de sair do lugar que eu falei). Ainda bem que eu encotrei ele assim que entrei, porque se tivesse entrado por outro lugar e ele não estivesse lá eu acho que eu matava.
Mauro na estação da Philadelphia – ao fundo os portões (gates) com escadas rolantes para descer até os trilhos
Nisso faltavam só 15 minutos para o horário do trem e o pessoal já estava indo para a fila do embarque. E o senhor Mauro resolve então ir ao banheiro. Ele disse que ia ser um minuto e não podia esperar. Mas claaaaaro que não foi né gente. Como eu disse, esse homem ainda vai me matar. Quando ele chegou o embarque já estava aberto, e todo mundo já estava descendo, e eu apavorada de novo!
Mas deu tudo certo, conseguimos chegar no local do embarque praticamente junto com o trem. Nós compramos a cabine com duas camas, e tem número certo, então eles indicam em qual vagão temos que entrar, e finalmente chegamos na nossa cabine! Eu ainda nem conseguia respirar direito.
Nossa cabine quando chegamos… fiquei na dúvida se tinham mesmo duas camas!
Quando entramos na cabine ficamos meio em dúvida se era aquilo mesmo… tão pequenininha, não parecia ter duas camas como nos desenhos do site. Deu um medo… já imaginou, 16 horas sentados!
Mas fomos olhando com calma e percebemos que as duas poltronas deviam se transformar em uma cama, pois tinha uma outra cama encostada no teto, e que dava para puxar para baixo.
Mauro na nossa cabine… começando a passar o desespero!
Trem já em movimento, a caminho de Atlanta!
Vaso sanitário e pia quando estão fechados se transformam em escada para a cama superior
Aqui o vaso e a pia abertos, tudo muito bem bolado

Vídeo mostrando a cabine!
Assim que nos acomodamos já veio uma atendente fazer a reserva do nosso jantar (aparece ela chegando no vídeo acima), e marcamos para às 20:15h, o último horário que tinha.
Como eram mais ou menos16:30h resolvemos ir visitar o vagão lanchonete para fazer um lanche. Pedimos cachorro quente e pizza, tudo esquentado no microondas, mas bem gostoso.
Mauro fazendo o pedido na lanchonete do trem
Mauro no vagão lanchonete

Ficamos mais de uma hora no vagão lanchonete, conversando e aproveitando a vista. Achamos muito gostosa essa parte da viagem.

Vídeo mostrando a velocidade do trem
O trem faz muitas paradas, e chacoalha muito mesmo. Acho que quem tem enjôo com movimento precisa tomar algum remédio.
Eu estava com meu kindle e com internet 4G (esse é um dos poucos trens Amtrak que não tem wi-fi). Mas nem cheguei a abrir, porque ficamos conversando, vendo a paisagem e observando tudo, e o tempo passou muito rápido, e logo já estava na hora do nosso jantar no vagão restaurante.
Menu do Vagão Restaurante Amtrak linha Crescent de New York a New Orleans
Nossa mesa no vagão restaurante do trem, com direito a flores vermelhas no Valentine’s Day
Restaurante do Trem
 
Molhos do Paul Newman para salada
O prato que pedimos “The Amtrak Signature Steak” já incluído no pacote do quarto
Apresentação do prato, Amtrak de parabéns

O Mauro ficou bem animado com o jantar!
A sobremesa!

O jantar foi delicioso, e ficamos até o restaurante fechar, às 22:00h. Foi super divertido. Esse é o bom de não se ter expectativas, porque sempre ficamos felizes com o que recebemos.

Voltando para o quarto, fomos tentar arrumar as camas, e foi bem fácil!
Instruções para arrumar as camas da cabine
Duas camas finalmente arrumadas
Mauro subindo para dormir na cama de cima (não precisou de sorteio)
Cama de baixo 
Tomadas ao lado da pia, e tem também toalhas, sabonete líquido e papel higiênico
Trava da porta (pode ser aberta por fora)

Vídeo mostrando como travar a porta
Mauro já acomodado na cama de cima
O porta malas, e o Mauro já preso no cinto de segurança
Assombração me olhando do andar de cima…
Dormimos a noite inteira (com algumas interrupções, mas nem comparação com um avião). Na manhã seguinte resolvemos não tomar o café da manhã, pois era muito cedo, e levantamos meia hora antes da chegada para nos arrumar.
Toda a experiência foi muito legal. O ponto negativo foi o desembarque das malas, que levou 40 minutos! E a estação era minúscula, só da Amtrak, com apenas 2 trens por dia desembarcando. O resto foi perfeito!
O preço não é barato, mas fica mais ou menos equivalente a duas pessoas viajando de avião, considerando o preço do transporte até o aeroporto ida e volta, e ainda o jantar e a noite de hotel. A viagem de avião certamente é muito mais rápida, mesmo considerando a viagem até o aeroporto e o tempo que temos que chegar antes do embarque.
Mas no final o tempo a mais a gente passa dormindo e jantando, então não chega a fazer tanta diferença.
Recomendo este passeio para quem quer uma experiência diferente, para quem ama trens ou não gosta de aviões!
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